Os Correios são os melhores parceiros para o e-commerce?

Os números do e-commerce nacional estão em viés de recuperação, com crescimento de mais de 12% no volume de compras em 2017. Contudo, o gargalo das entregas continua a preocupar os executivos das empresas de comércio eletrônico. Não é segredo para quem atua no setor que a logística e as entregas são os principais motivos de desconfiança no consumidor que escolhe fazer compras online. Ainda mais quando os produtos comprados ficam sob responsabilidade dos Correios.

Desafios na relação com os Correios

A estatal, que detém o monopólio de entregas postais no Brasil, não consegue melhorar os serviços prestados às empresas e aos consumidores em geral. As principais reclamações são contra os altos prazos de entrega, custos de frete elevados, péssimo tratamento das encomendas e atendimento deficitário. Ao invés de atender às necessidades do mercado, os Correios apresentaram, em novembro de 2017, uma nova tabela que aumenta os prazos e diminui os percentuais devolvidos em caso de atrasos ou extravios. Isso tudo gera mais críticas e insatisfação.

E qual a explicação da estatal: em comunicado, a empresa explica que as novas regras foram estabelecidas com o intuito de garantir a sustentabilidade da empresa na prestação dos serviços e fazem parte de um conjunto de ações que a companhia vem tomando para otimizar seus custos e processos. Ou seja, continuam pensando em si mesmos, e piorando ainda mais os serviços prestados aos consumidores.

Outro problema recorrente enfrentado pelos Correios são as greves dos seus funcionários, que reivindicam melhores condições de trabalho e aumentos salariais. No início de 2018 a categoria ficou paralisada por apenas cinco dias, mas causou transtornos aos empresários e consumidores que utilizam os serviços. Além das condições de trabalho, os funcionários protestaram contra o fechamento de agências, que ocorreram em diversas partes do Brasil.

Alternativas

Com todo este contexto, os empresários e empreendedores que atuam com e-commerce no Brasil procuram alternativas para garantir as entregas de seus produtos, honrando assim o compromisso assumido com os consumidores. No caso de empresas maiores, uma das soluções encontradas é criar um departamento responsável pela logística, com contratação de funcionários e empresas especializadas. Mas a operação aumenta muito os custos das empresas, que podem ser repassados ao público final. Quando se tratam de pequenas empresas, ou até mesmo MEIs, esta solução é inviável.

Atualmente existem diversas soluções que podem ser customizadas, de acordo com o tamanho e as necessidades das empresas. Desde a criação de frotas próprias com veículos e motos, até a contratação de serviços temporários de companhias que realizam entregas de encomendas dos mais diversos tipos, tamanhos e quantidades. A Entrega Já, inclusive, surgiu para oferecer aos empreendedores a qualidade na entrega que os Correios já não apresentam ao mercado.

Mas para que a equação compras online e entregas justas e rápidas fechar é necessário uma total reformulação no mercado operado com exclusividade pelos Correios. A empresa, que antigamente possuía a melhor e maior infraestrutura para retirada e entrega de pacotes no Brasil, foi sendo aos poucos sucateada e abandonada por seus gestores. Agora o e-commerce procura alternativas mais viáveis, até para manter um bom funcionamento dos seus negócios.

Para estas empresas, que dependiam dos serviços de entrega, os Correios acabam se tornando, atualmente, o pior inimigo do e-commerce.

Cinco dicas para reduzir os danos da greve dos Correios

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve nesta segunda-feira, contra a retirada de benefícios. De acordo com duas federações sindicais a greve atinge 22 estados e o Distrito Federal, impactando entregas e abertura de agências.

Já sabemos que os Correios, quando funcionam normalmente, realiza 30% das entregas com atraso. Com uma greve, este volume só tende a aumentar. Por isso, a Entrega Já traz algumas dicas para o empreendedor que quer manter o nível de atendimento do cliente mesmo com uma greve.

1. Destaque-se da concorrência

Esta é a hora de o seu negócio mostrar que é diferenciado. As empresas que mantiverem o padrão de entregas mesmo com os Correios em greve serão reconhecidas pelos seus clientes. Isso melhora o engajamento deles, que farão marketing boca a boca para falar bem de seu negócio. Seja extremamente atencioso com o cliente, antecipe-se às dúvidas e preocupações, e faça o possível para que ele receba a encomenda no prazo.

2. Mapeie quais encomendas seriam entregues pelos Correios

A primeira coisa a fazer é analisar os pedidos que estão em expedição e ver quais estavam planejados para ser entregues pelos Correios. Desta forma, você consegue avaliar com segurança o impacto da greve e estabelecer um plano de ação concreto para esses casos.

3. Comunique-se imediatamente com os clientes que estão com as encomendas nos Correios

Para quem já estava com as encomendas sendo entregues pelos Correios, informe imediatamente sobre a greve. Explique sobre os eventuais atrasos e, se possível, ofereça alguma compensação pelo transtorno. Assim o cliente saberá que sua empresa está comprometida em atendê-lo bem, e mesmo os órgãos de defesa do consumidor verão a atitude com boa fé.

4. Suspenda novas vendas com frete postal

Enquanto durar a greve, não faça nenhuma venda que dependa de frete postal. Direcione todas para outros serviços de entrega até que a greve acabe. Pense na greve como uma oportunidade de conhecer e experimentar novos operadores logísticos, que podem se tornar seus parceiros.

5. Direcione as encomendas que não estão nos Correios para outra empresa de entregas

As encomendas que ainda estão em estoque estão sob seu controle. Elas podem ser direcionadas para outros fornecedores, que consigam fazer as entregas no prazo combinado com os clientes. Aproveite e compare o desempenho e o atendimento dos diferentes prestadores de serviços. Situações como esta intensificam a demanda das empresas de entregas, e quem mantém o padrão de atendimento em cenários de maior estresse também serão parceiros de sua empresa nos momentos de calmaria.

Aproveite este momento e faça uma experiência com a Entrega Já. Nossa empresa está preparada para dar conta das suas necessidades neste momento. Como nossa frota é gerenciada diretamente por nós, conseguimos nos adaptar rapidamente para dar conta das suas necessidades mesmo em caso de aumento de demanda. Baixe nosso aplicativo e compare nossa performance com a concorrência. Depois nos conte o que achou do resultado.

O que diz a legislação sobre entrega com hora marcada

Entrega Já Interface do app mobile

Afinal, as empresas estão obrigadas a entregar suas encomendas na hora que o cliente quiser? De acordo com a Lei Estadual 14.951/2013, do estado de São Paulo, sim, as empresas devem dar esta opção aos clientes sem custo extra. Isto é obrigatório mesmo se considerarmos que a maior empresas de entregas, os Correios, não trabalhe com previsão de horário de entrega. Por isso torna-se importante planejar a entrega das encomendas e considerar fornecedores que conseguem assegurar à empresa o cumprimento da legislação.

O que diz a lei da entrega?

A Lei Estadual 13.747/2009, alterada pela Lei 14.951/2013, estabelece que o vendedor deve oferecer opções de turno de entrega ao consumidor assim que a venda está sendo concluída. Os turnos estabelecidos em lei são os seguintes:

  • turno da manhã: período entre 7h00 e 11h00 (sete e onze horas);
  • turno da tarde: período entre 12h00 e 18h00 (doze e dezoito horas);
  • turno da noite: período entre 19h00 e 23h00 (dezenove e vinte e três horas).

Não pode haver diferença de cobrança de frete pela entrega com hora marcada. Entenda, a lei permite que seja cobrado frete, ela só proíbe uma cobrança diferenciada pela entrega com hora marcada. Por exemplo, caso a empresa ofereça promoção de frete gratuito para o seu cliente, ela deve valer também para a opção de entrega com hora marcada.

A lei também exige que a empresa vendedora ofereça ao cliente imediatamente após a compra um documento com as informações abaixo. Essas informações podem ser transmitidas por e-mail:

  • Identificação da empresa vendedora, incluindo razão social, nome fantasia, CNPJ, endereço e telefone para contato;
  • Descrição do produto a ser entregue;
  • Data e turno em que o produto deverá ser entregue;
  • Endereço onde deverá ser entregue o produto.

Independentemente de onde a empresa vendedora sedia suas operações, ela deve cumprir esta legislação para toda venda envolvendo entrega no Estado de São Paulo. Está em discussão no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Senado 635/2015 que impõe uma regra semelhante para todo o país.

Como planejar a entrega com hora marcada

Primeiro de tudo, tenha sempre claro que é impossível cumprir esta legislação dependendo dos Correios, porque eles não conseguem cumprir a exigência legal. Portanto, o mais seguro é contar com fornecedores que permitam planejar o horário de entrega da mercadoria dentro do turno escolhido pelo cliente. Isto dá ao lojista ou ao e-commerce a segurança de que não haverá reclamações nem autuações dos órgãos de defesa do consumidor.

Resolvido o problema logístico, o mais seguro é já oferecer de imediato a opção exigida pela lei. As empresas que fizerem assim reduzem o risco de ter encomendas fora da exigência legal e, consequentemente, autuações. Esta decisão também constitui uma vantagem competitiva da empresa, que demonstra um maior comprometimento com o consumidor que seus concorrentes.

A Entregas Já permite planejar com segurança o horário de entrega das encomendas. A empresa conta com ferramentas de roteamento de entregas que asseguram o cumprimento do turno escolhido pelo cliente, e quem contrata pode monitorar o deslocamento do caminhão em tempo real. Portanto, quem conta com os serviços da Entregas Já sai na frente no cumprimento da legislação. Faça a experiência.

Entenda a legislação sobre transporte de cargas em São Paulo

A cidade de São Paulo conta com a legislação mais detalhada para transporte de cargas em área urbana. Desde os anos 1980 a CET estudou esta regulamentação, que entrou em vigor em 1997. Desde então essas regras tem sofrido alterações, acompanhando o desenvolvimento da cidade, sua frota e fluxo de veículos. Além disso, regras similares tem sido adotadas em todo o país: de acordo com a NTC&Logística, mais de cem municípios adotam alguma regulamentação restritiva a caminhões.

A regra mais recente no município de São Paulo foi estabelecida em 2016 pelo Decreto 56.920, assinado pelo então prefeito Fernando Haddad. É com base nela que o serviço de transporte urbano da Entregas Já atua, para assegurar o cumprimento dos horários de retirada e entrega de forma segura.

Conceitos da legislação

A regulamentação paulista determina conceitos específicos relativo à restrição para circulação de caminhões. Vários destes conceitos são também adotados em outras cidades:

  • ZMRC (Zona Máxima de Restrição de Circulação): área da cidade em que há alguma restrição à circulação de caminhões. A CET informa a ZMRC neste mapa. Nestas áreas é proibida a circulação de caminhões não autorizados das 5h às 21h de segunda a sexta e das 10h às 14h aos sábados;
  • ZERC (Zona Especial de Restrição de Circulação): área da cidade em que o Plano Diretor restringe totalmente a circulação de caminhões não autorizados por questões ambientais ou de segurança;
  • VUC (Veiculo Urbano de Carga): veículo de dimensões estabelecidas em lei (2,2 metros de largura, 7,2 metros de comprimento e 15 anos de fabricação) e que podem circular nas zonas de restrição desde que conte com a AETC (Autorização Especial de Trânsito para Caminhões), emitida pelo DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário) com validade para dois anos;
  • VER (Vias Especiais Restritas): vias com restrição à circulação de caminhões e seus acessos, como as marginais. Estão marcadas em verde neste mapa. Nestas vias a circulação de VUC também é proibida.

Restrições a veículos de transporte

Nenhum caminhão pode circular na ZMRC durante os horários estabelecidos. Nas ZERC e nas VER, a circulação é proibida em todos os dias e horários. Algumas exceções estão listadas abaixo, e para ter direito a elas o proprietário do veículo precisa ter a AETC:

  • Acesso a estacionamento próprio: todas as áreas estão liberadas, mas nas VERs é necessário apresentar itinerário para aprovação;
  • Cobertura jornalística: todos estão liberados. Em caso de estacionamento o motorista precisa permanecer no veículo;
  • Coleta de lixo: autorizada das 5h às 16h na ZMRC e das 21h às 16h nas ZERC. Proibido nas VERs;
  • Mudanças: autorizada das 5h às 16h em todas as áreas, exceto Marginal do Tietê, onde está autorizado das 5h às 9h e das 10h às 14h;
  • Socorro mecânico: autorizado em período integral em todas as áreas.

Os VUCs estão autorizados a circular nessas áreas em período integral. Caso seja usado para o transporte de produto perigoso, como combustível,  sua circulação está limitada até às 16h.

A vantagem da Entrega Já é que ela opera com 100% da frota adequada para operar em São Paulo e Região Metropolitana. Com isso, ela consegue atender com qualidade todos os endereços que estão localizados na ZMRC. Baixe o aplicativo e faça a experiência.